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Questionário

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                                                                                  QUESTIONÁRIO:

 

   * Verdade que a escravidão existe desde o mundo antigo?

 

       A história registra que a escravidão existe desde o mundo antigo, com características diferentes nas sociedades aonde existiu. O tráfico e sua escravidão nas Américas foi um holocausto. o número de pessoas vitimadas direta ou indiretamente atinge os 100 milhões. Os séculos 17, 18 e 19 marcam o período em que mais pessoas foram retiradas do continente africano. Foi uma dispersão forçada de povos conhecida como diáspora negro-africana. Portugueses, como outros europeus, navegavam até a África. Trocavam suas mercadorias por gente. ou seja, trocavam ferro, cobre, armas, tecidos, vidros por prisioneiros a quem chamavam de peças. Colocavam essa carga humana nos navios chamados tumbeiros ( tumbas, túmulos flutuantes) e atravessavam o Oceano Atlântico. Vendiam os africanos aos escravistas em troca de mercadorias locais: açúcar, por exemplo, e outros produtos. Navegavam de volta à Europa e vendiam esses produtos. Navegavam de volta à Europa e vendiam esses produtos com grande lucro. Era o comércio triangular. Tráfico e escravidão africana foram crimes de genocídio. Crimes contra a humanidade ou de lesa-humanidade que durou séculos.

 

       * A igreja católica apoiava o tráfico e a escravidão dos negros africanos?

 

       A Igreja católica apoiava o tráfico e a escravidão de negros africanos, como relata a correspondência de Luís Brandão, reitor do colégio de Luanda à Afonso Sandoval em 1611. " Nunca consideramos esse tráfico ilícito. Os padres do Brasil também não, e sempre houve, naquela província, padres do Brasil, compramos aqueles escravos sem escrúpulos..." ( citado por Vainfas, 1986). Um dos primeiros papas a apoiar a escravidão foi Nicolau V ( 1397-1455). A Bula Romanus Pontifex, de 08 de janeiro de 1455, concedeu exclusividade monopólio do tráfico negreiro ( Chiavenato,1999).

 

     *Quais foram os motivos que levaram os portugueses a preferirem o negro para o trabalho escravizado?

 

       Toda aquela história de que o " os negros são a raça que melhor suporta o trabalho físico pesado" ou "os índios se revoltaram e

o negro não" é falsa. o fato é : os negros nunca se adaptaram ao trabalho escravo. Quem diz que o"negro se adaptou à escravidão", não está apenas afirmando uma inverdade, está indiretamente querendo dizer que o "negro nasceu para ser escravo". Muitos ainda acreditam nisso. Pensando bem, será que alguém pode se adaptar à condiçao de escravo?

 

     *O trabalho do negro escravizado foi importante para o país?

 

       O trabalho do negro escravizado foi importante para a construção do País. No meio rural, o trabalho nas plantações, nas minas. na cidade, as construções, a exploração como "escravo-de-ganho" ou de aluguel. As mulheres negras eram utilizadas nos serviços domésticos: mucama, cozinheira, lavadeira, ama-de-leite e, também, na lavoura. Assim, o povo negro participou de todas as atividades econômicas da sociedade. Construiu o Brasil e acrescentou a sua cultura e diversificou seus hábitos, modos, saberes e valores por todo este País.

 

 

* Racismo e preconceito são a mesma coisa?

 

Tanto o preconceito racial quanto o racismo não se confundem com a discriminação porque esta só acontece na medida em que um e/ou outro se

manifestam. O preconceito e o racismo são atitudes. São modos de ver certaspessoas ou grupos raciais. Quando ocorre uma ação, uma manifestação, umcomportamento de forma a prejudicar, é que se diz que houve discriminação.

Enfim, quando o racista ou preconceituoso externaliza a sua atitude, agoratransformada em manifestação, ocorre a discriminação.

O preconceito - de qualquer tipo – é sempre uma atitude negativa em relação aalguém. Eu diria mais: é uma atitude antecipada e desfavorável contra algo. Essaatitude pode ser tomada em relação a um indivíduo a um grupo ou mesmo à umaidéia. Quando uma pessoa tem uma atitude preconceituosa em relação a outra, nofundo, está fazendo uma comparação a partir de um padrão de referência que lheé próprio. Portanto, o preconceito racial ocorre quando uma pessoa ou mesmo umgrupo sofre uma atitude negativa por parte de alguém que tem como padrão dereferência o próprio grupo racial. No dia-a-dia a idéia de racismo e preconceitoracial são geralmente usadas sem que as pessoas separem uma da outra.

Entretanto, racismo e preconceito racial não são coisas equivalentes. O racismo,sem dúvida, é mais amplo em seu sentido do que o preconceito racial. O racismoocorre quando se atribui a um grupo determinados aspectos negativos em razãode suas características físicas ou culturais.

 

 

 

 

A manifestação do racismo e do preconceito

 

      *Por que no Brasil até hoje não tivemos um presidente da raça negra?

 Abaixo está apresentada uma pesquisa que a revista Época realizou, para medir o impacto que a personaliddae de Obama tinha entre os políticos brasileiros

 

Num esforço para medir o impacto da personalidade de Obama entre os políticos brasileiros, ÉPOCA A pesquisa foi realizada realizou em Brasília , com uma enquete com 208 deputados e 50 senadores. Foi um levantamento simples, sem o rigor metodológico que marca uma pesquisa científica, mas que contém respostas reveladoras. Dois terços dos políticos entrevistados responderam “sim” ao item que indagava se acompanhavam a candidatura de Obama nos Estados Unidos. Trinta por cento disseram que tratam desse assunto com seus eleitores. Quando ÉPOCA quis saber se eles admitem a hipótese de um candidato negro disputar a Presidência do Brasil em 2010 ou em 2014, uma surpreendente maioria de 90% dos entrevistados disse “sim”.

Este sobre uma eventual candidatura presidencial não quer dizer que nossos políticos imaginem um concorrente negro como um personagem da vida real, em 2010 ou mesmo em 2014. Falam em hipótese – até porque a política não se faz a partir de exemplos longínquos, mas a partir de articulações consolidadas. Não há líderes negros no Congresso. As lideranças políticas costumam ser construídas pela prova do tempo e só em situações muito especiais – como a vivida pela política americana neste momento – é possível aparecer um candidato relâmpago como Obama, que disputa a Casa Branca antes de completar seu primeiro e único mandato eleitoral, como senador pelo Estado de Illinois.

“O tempo na política é difícil de ser medido”, diz o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos. “Mas eu acho que nós poderemos ter uma massa crítica capaz de produzir um presidente da República em dez ou 15 anos”. O ministro estima que 50 mil negros freqüentem hoje instituições de ensino superior, beneficiados pelas cotas e pelo subsídio do ProUni. “Essas pessoas vão passar a circular em ambientes mais competitivos. Vão ter noção de seus direitos e lutar por espaço na política”, afirma Santos. Para o sociólogo Luiz Barcelos, assessor da Frente Parlamentar pela Igualdade Racial, integrada por pouco mais de dez parlamentares do PT, a candidatura de Obama “reforça a impressão de que os negros também podem ter sucesso”. Barcelos cita os exemplos de governadores, como o gaúcho Alceu Collares, e prefeitos, como Celso Pitta, de São Paulo, para lembrar que candidaturas de políticos negros no Brasil não são novidade. “Ainda não tivemos uma candidatura federal por falta de um nome politicamente viável”, diz. “Isso é uma questão de tempo, a ser resolvida quando a representação política passar a refletir melhor a sociedade”.

“O Brasil não tem um candidato negro à Presidência por falta de nome viável”,
diz o sociólogo Luiz Barcelos
Como recorda o ator Milton Gonçalves, veterano militante de causas democráticas e da luta contra o racismo, que encarna um político negro e corrupto em A Favorita, a atual novela das 8 da TV Globo: “Nunca vi e não sei quando verei algum negro brasileiro no nível do Obama. Se nós tivéssemos algum nível de organização, já teríamos eleito dois, três presidentes negros. Mas não se apresenta nenhum candidato no nível de um Obama por aqui. Talvez ele fique chateado comigo, mas o ministro (do Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa é uma pessoa que estaria mais do que preparada para ser presidente do Brasil. Mas ele é uma exceção”. O próprio Joaquim Barbosa, que vez por outra é parado na rua por eleitores que sugerem sua candidatura ao Planalto depois que ele indiciou os responsáveis pelo mensalão, acha que um dia o Brasil terá um presidente negro. “Mas esse processo se fará naturalmente”, afirma (leia a entrevista na próxima página).

“Obama reflete um momento de profunda transformação da sociedade americana e sua campanha pode ser muito útil para o momento que o Brasil atravessa”, afirma Roberto Mangabeira Unger, ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, que deu aulas ao candidato democrata na Universidade Harvard. “Os dois países têm muitas semelhanças, estão redefinindo seu futuro e teriam muito a ganhar se pudessem intensificar o diálogo entre si”, diz o ministro. Entre as semelhanças apontadas por Mangabeira, há a desigualdade social. “Os Estados Unidos são o país mais desigual entre os desenvolvidos. O Brasil é o mais desigual entre aqueles que estão se desenvolvendo”. Mas há diferenças consideráveis, históricas e demográficas. A população negra envolve 12% da população total dos Estados Unidos. É uma minoria. No Brasil, negros e os chamados pardos somam 49% da população.

 Num país que importou sem maiores questionamentos boa parte das idéias americanas para o racismo – como a política de ação afirmativa e o sistema de cotas – e há meio século vive uma espécie de americanização cultural, o nome do candidato do Partido Democrata tornou-se sinônimo de valores positivos, como espírito de luta e disposição para superar dificuldades. Há pelo menos oito Obamas registrados nas listas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), num movimento que envolve candidaturas tanto no Nordeste quanto no Sul do país. São jovens lideranças – negros ou mulatos – com origens e histórias nem sempre semelhantes, chamados de Obama numa homenagem inspirada e brincalhona ao mesmo tempo. Uma dessas pessoas é Davi Cardoso, ou o Obama do Assentamento, candidato a vereador pelo PSB, no município de Pompéu, Minas Gerais, a 160 quilômetros de Belo Horizonte, onde lidera um movimento de 147 famílias. Ele admite que pouco sabe sobre o modelo original e recorda que não tem diploma universitário. “Sou um homem do campo, humilde, mas um lutador também”, diz.

Com três faculdades pela metade, o candidato Cláudio Henrique concorre à Prefeitura de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, pelo PTB. Ele serviu como soldado na Aeronáutica e chegou a ter uma rede de cursinhos de computação. Virou o Obama da Baixada depois de aparecer de terno e gravata na propaganda do partido na TV. “Me disseram que eu estava parecendo ‘aquele negão lá dos Estados Unidos’, aí o apelido pegou”, diz, bem-humorado. De seus livros de cabeceira, consta a biografia de Barack Obama.

As eleições americanas também viraram tema recorrente de uma certa sala de aula em Ubiratã, no Paraná, Estado onde apenas 2,6% da população se declara negra. O professor Jovelino Sellis, de 50 anos, outro Barack Obama verde-amarelo, é candidato a vereador pelo PT e não tem como fugir às perguntas dos alunos. “Minha filha de 15 anos diz que não suporta mais essa história de Barack Obama. Mas ele representa para nós, negros, um pensamento mundial: a necessidade de diminuir a distância entre as minorias e as elites. Ele está ajudando a construção da identidade dos negros no mundo todo”, diz Sellis. Presidente da União de Moradores de Paraisópolis, favela de 80 mil habitantes em São Paulo, Gilson Rodrigues, de 25 anos, diz que seus amigos do bairro o chamam de Barack Obama em razão das atitudes. “Nem sou fisicamente parecido com ele”, afirma.

“Torço por Obama, mas temo o egocentrismo do povo americano”,
diz o senador Pedro Simon
Líder estudantil que se tornou o primeiro presidente negro na História da UNE, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, acredita que Obama tem muito a ensinar às lideranças negras do país por causa de um discurso em que o debate racial está longe de ser uma prioridade. “Existem pessoas que se prendem demais à questão de raça e não entendem que isso às vezes mais atrapalha que ajuda”, diz Orlando. Entre os políticos brasileiros, a campanha de Obama reflete simpatias que traduzem o confronto ideológico entre republicanos e democratas. Para o senador Francisco Dornelles (DEM-RJ), “Obama tem importância como candidato, mas não ganhará a eleição. O próximo presidente dos Estados Unidos será John McCain. Apesar de o Bush ter sido um desastre total, os republicanos têm um retrospecto melhor na área econômica e isso conta na hora do voto”. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) diz: “Torço por Obama, pelas idéias, pela beleza do pensamento dele. Mas o povo americano é muito egocêntrico e talvez o Obama seja muito sentimental”.

Esta é uma questão que interessa o mundo todo. Depois da convenção, começa a etapa mais difícil da campanha de Obama: provar que está à altura de um eleitorado exigente, temeroso pelo futuro de sua economia e de seu país, que cobra mudanças, mas quer respostas concretas. A convenção produziu cenas comoventes, como a aparição do veterano senador Ted Kennedy, vítima de um câncer terminal, que fez questão de saudar uma candidatura que sustenta desde o início do ano. Mulher do candidato, Michelle Obama fez um discurso que observadores neutros definem como nocauteador. Mas não foi possível esconder sinais da divisão do partido, mesmo depois que a senadora Hillary Clinton subiu ao palco para dizer que sentia orgulho em apoiar Obama. Boa parte dos trabalhadores brancos resiste a votar em Obama – e o candidato democrata terá até 4 de novembro para provar que é capaz de transformar um sonho que seduziu o mundo num poder de verdade.

Entrevista - Joaquim Barbosa - "Fantástico, extraordinário"
O que o primeiro candidato negro com chance de chegar à Casa Branca representa para o mundo político e as relações raciais no Brasil
Paulo Moreira Leite, Isabel Clemente e Murilo Ramos. Colaboraram Carol Pires, Vera Gentil e Matheus Leitão
O primeiro negro a ocupar uma cadeira no Supremo explica a importância de Barack Obama

 O ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, usa palavras claras para definir o candidato democrata Barack Obama: “fantástico”, “extraordinário”. Primeiro negro a chegar à Suprema Corte de Justiça, o mais alto cargo ocupado por um brasileiro de sua cor na estrutura do Estado, o ministro acredita que um dia o Brasil terá um negro na Presidência da República, mas que esse processo “acontecerá naturalmente”.

ÉPOCA – Como o senhor define a candidatura de Barack Obama?
Joaquim Barbosa –
O fenômeno Obama resulta de uma ousada política de direitos civis implantada a partir do governo John Kennedy, nos Estados Unidos. Foi uma política pública deliberada, para romper com o passado de segregação de raças no país e fazer a integração quase forçada dos negros nas escolas, nas universidades e nas empresas. A conseqüência é o surgimento de um fenômeno eleitoral como o Obama.

ÉPOCA – Como o senhor vê as eleições?
Barbosa –
Ganhe ou perca, Obama já é um fenômeno mundial. Seu surgimento é extraordinário, sobretudo se levarmos em conta que nos Estados Unidos havia, até os anos 50 e 60, uma segregação absoluta entre negros e brancos, com proibição de casamentos inter-raciais, separação nos transportes públicos, bares e restaurantes. Acho absolutamente fantástico que em tão pouco tempo tenha-se criado a situação em que um negro é candidato à Presidência da República com reais chances de vencer.

ÉPOCA – Obama é resultado de escolhas políticas?
Barbosa –
É o resultado das escolhas de lideranças fortes. O primeiro passo foi dado na própria Suprema Corte dos Estados Unidos, no caso Brown x Board of Education. Aquele caso, de 1954, é um exemplo da determinação e coragem da Corte sob a liderança de um homem progressista, Earl Warren. A sociedade americana naquele momento era inteiramente a favor da segregação. Mas Warren convenceu um a um os juízes, com conversas de bastidores, de que aquilo era errado. O país líder do mundo livre não tinha como se apresentar perante os outros com uma política de segregação tão horrorosa, afirmava Warren. O primeiro passo veio com a decisão de 1954, que acabou com a segregação nas escolas. Em seguida, veio a lei dos direitos civis do Kennedy. Ele foi assassinado, mas seu vice, Lyndon Johnson, foi em frente e promoveu uma série de medidas afirmativas. Para fazer isso são necessários estadistas para mudar o rumo da História. Não adianta ficar no blablablá.

ÉPOCA – O que representaria uma vitória de Obama?
Barbosa –
Não há dúvida de que o mundo está com uma expectativa enorme. Seria um exemplo extraordinário. Os negros compõem somente 11% da população americana e a chegada de um negro à Presidência seria uma prova definitiva da robustez das instituições democráticas daquele país. Eu sou um grande admirador do funcionamento das instituições políticas dos Estados Unidos. Qual espetáculo é mais edificante que o processo eleitoral que leva à eleição de um presidente americano, que começa no mês de janeiro e vai até o fim do ano? Não há nada parecido no mundo.

ÉPOCA – E no Brasil? O que representaria uma vitória de Obama?
Barbosa –
Se ocorrer, haverá um impacto positivo. Brasil e Estados Unidos têm problema de minorias raciais muito parecidos, com nuances próprias. O grande desafio para qualquer democracia é conciliar os interesses de classe, uma tradicionalmente dominante e outra tradicionalmente dominada. A democracia, em países dessa natureza, se transforma numa busca de equilíbrio entre os interesses de grupos raciais. Podemos amadurecer com essa vitória.

ÉPOCA – Como o senhor vê a representatividade dos negros na política brasileira?
Barbosa –
O Brasil ainda não teve uma política de direitos civis como nos Estados Unidos. Não é à toa que há muito tempo grandes cidades americanas são administradas por prefeitos negros e latinos. Nós não temos isso. Além disso, o voto distrital, como ele é praticado nos Estados Unidos, ajuda muitíssimo. É mais fácil inserir um candidato que é próximo a você. Ele será seu parlamentar no Congresso. Em um sistema majoritário, que nós temos, o voto é diluído em alguém que se elegerá em um colégio muito grande. Você vota em A, mas acaba elegendo A mais B, mais C. O voto distrital propiciaria uma maior eleição de negros no Brasil.

ÉPOCA – Seria útil para o Brasil um presidente negro?
Barbosa –
Acho que isso acontecerá naturalmente.

ÉPOCA – O país teria de dar alguns passos?
Barbosa –
Longos passos. Nosso sistema político não ajuda. Tome um Estado como a Bahia, que tem um largo porcentual de negros. Quantos negros se elegem pela Bahia? Muito poucos. Se o Estado da Bahia fosse dividido por distritos, a representação da Bahia seguramente traria um número muito maior de negros, em razão da repartição do eleitorado em pequenos distritos. O voto distrital ajudaria muito. O Brasil não tem se recusado a enfrentar o racismo. Mas isso começou nos governos FHC e Lula. O Brasil ainda não tomou medidas muito conseqüentes. São muito embrionárias.

 

 

 

 

Comments (10)

Anonymous said

at 4:05 pm on Sep 19, 2008

Ivanice amorosa!!! estás fazendo bem o que não é para ser feito!! O trabalho não é um questionário e não pode ser respondido como se fosse. Tu e a Cris estão, inclusive, abordando coisas parecidas. Por favor, olha todos os comentários que eu fiz e marquem, sem falta uma reunião para combinarem como vão trabalhar. Copiar e colar da Internet não tem nada a ver!!! Pode até ser bom para ponto de partida mas deve dar lugar a texto originais. Como posso dizer que tu és uma autora se estás falando pela boca dos outros? Copiei pedacinhos do teu texto e encontrei os sites de onde tirastes e tu nem os cita. A mudança de forma de trabalhar é fundamental e urgente!!
Um abração
Bea

Anonymous said

at 12:31 am on Sep 25, 2008

Professora Bea, acreditava que estava fazendo a coisa certa, mas fiquei agora perdida, vou falar com as colegas para marcar uma reunião.

Anonymous said

at 12:39 am on Sep 25, 2008

Professora Bea seria melhor eu excluir esse questionário, já que está errado?

Anonymous said

at 1:09 pm on Sep 26, 2008

Ivanice querida, não está errado não!! A pg está muito grande com muita coisa junta. Que tal então:
1- abre uma pg nova com o título perguntas. Nela escreves Perguntas que não querem calar ou algo assim e depois passas para lá tudo que pusestes aqui. O importante é que sejam tuas as palavras e não a cópia de outros autores. Tu tens que ser uma autora.
Um abração
Bea

Anonymous said

at 1:13 pm on Sep 26, 2008

Oi Rosana, que tal abrir uma pg para a questão das cotas? Mas, nada de cópia . Lê bem a questão das cotas, procura outras opiniões , quem sabe entrevista negros e brancos sobre o que acham do sistema de cotas e monta um belo trabalho. Pode fazer um enquete eletrônica para saber se estão ou não a favor das cotas para negros em Universidades. Pede que a Dai te ajuda. Mas, entrevistar negros e brancos, ricos e pobres, c jovens e adultos seria excelente. Daria para fazer gráficos, analisar e argumentar. Preparo para isso tens de sobra!!
Um abração
Bea

Anonymous said

at 1:40 am on Sep 30, 2008

Professora Bea, vou seguir sua sugestão e abrir uma nova página e escrever com minhas palavras. Obrigado pela atenção!

Anonymous said

at 9:21 pm on Oct 13, 2008

Olá professoara Bea, abri a página com as cotas e tirei da página do questionário, veja se ficou bom por favor! Um abraço

Anonymous said

at 9:50 pm on Oct 13, 2008

Colegas conforme solicitação da professora Bea, transferi para outra página o assunto COTAS. Um abraço

Anonymous said

at 5:14 pm on Oct 27, 2008

Gurias, o resultado da Rosana ficou excelente!! Evanice querida, que tal tentares algo parecido?
Um abração
Bea

Anonymous said

at 12:02 pm on Nov 7, 2008

Fiz algumas modificações e acho que ainda ficou grande.A última questão que fala em cotas, podias tirar daqui e juntar com o texto sobre cotas que já existe. Busca fazer uma junção organizada e continuada para facilitar a leitura.
Na reportagem da Época deixei bem claro que era uma transcrição literal. Se foi de um site, por favor, coloca logo abaixo o link para ele.
Um abraço
Bea

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