Pensemos: Pra que servem as cotas para negros nas universidades? Convenhamos que não é simplesmente pela cor da pele. Ou está “imposto” na sociedade que todos de pele morena ou afros descendentes são pobres? Ou então estão dizendo que estas pessoas não têm capacidade de entrar em uma universidade por esforço próprio, tendo que se cadastrar e entrar na “fila da solidariedade”. Isso é uma ofensa maior que qualquer discriminação. Afinal se defendemos tanto a igualdade entre todas as pessoas, não podemos separá-las pela sua cor, raça, religião, nível social, etc. Se aprofundarmos ainda mais o pensamento chegaremos à seguinte conclusão: Existe preconceito racial, sim! Contraditório? Talvez! Porém, essas cotas, no final das contas, acabam sendo uma discriminação aos “brancos”, pois não lhes dá “vantagem alguma”.
Pois bem, esclarecido o que é a discriminação racial... Passemos para o preconceito social. Um exemplo:Se chegar a um restaurante “chique” uma pessoa negra, num carro ultimo modelo, com uma posição social considerável. Ele com toda certeza será bem recebido. Ou seja, a cor de sua pele não o impediu de entrar, nem de ser bem atendido. Vejamos o outro lado: chega ao mesmo restaurante, um individuo pobre, de posição social nada privilegiada, mas com olhos azuis e pele clara. Respondam sinceramente: este conseguirá entrar e ser bem recebido por ter belos olhos e pele clara? Acredito que, se foi sincero com você mesmo, respondeu: “Não”. Ai está! Este é o preconceito social, que muitos se negam a enxergar.
Outro caso interessante de como as pessoas, inconscientemente, utilizam o preconceito, neste caso, racial, e que ninguém discute ou causa nenhum tumulto: quando aparece na TV um apresentador negro, todos ficam “maravilhados” e fazem questão de enfatizar o fato de haver um apresentador negro. Outros casos: “o primeiro negro a ser campeão de ‘alguma coisa’”, “o único negro em ‘tal local’”, “depois de ‘não sei quantos anos’, um negro assume o poder...”. São atos de discriminação explicitas e ninguém contesta. Mas se aparece alguém que diga para uma pessoa negra: “seu negro” ou coisa parecida, é motivo de processo e com causa praticamente ganha. Por que eu não posso então processar um cara que outro dia falou que sou “branquelo”?! Se formos todos iguais e aceitamos uns aos outros e nós a nós mesmos... Há muita coisa pra se pensar ainda...
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