LINHA DO TEMPO...
Falar do negro é falar um pouco da nossa história...
Durante a escravidão, o negro teve sua identidade genética de ser humano totalmente negada.
Necessário faz-se lembrar que todos os sistemas escravistas trataram os africanos deportados para as Américas como "bens móveis", com estatuto jurídico de objetos que podem ser comprados e vendidos.
Como se não bastasse, a abolição jurídica da escravatura em todos os continentes coincidiu, infelizmente, com o nascimento, em meados do século XVIII, de uma Ciência - "História Natural da Humanidade" - da qual nascerá mais tarde uma pseudociência, a Ciência das Raças, ou "Raciologia". Essa Ciência elabora, a partir do conceito de raça emprestado da Botânica e da Zoologia, uma classificação da Humanidade em grandes raças contrastadas, cujas características físicas hereditárias eram consideradas também como suportes das características morais, psicológicas, intelectuais e estéticas. Daí, a relação intrínseca entre a biologia e a cultura, entre o físico eo espírito, que pavimentou o caminho da ideologia racista.
As chamadas raças humanas se tornam então desiguais, pois colocadas numa escala de valores na qual a chamada raça negra ocupa a parte inferior da pirâmide social encabeçada pela raça branca.
Essas teorias pseudocientíficas foram ideológica e politicamente recuperadas como corpus teórico-científico para justificar e legitimar a colonização do continente africano, para se contrapor aos argumentos abolicionistas e até para impedir as conquistas da abolição.
Durante a escravidão, o negro era apenas um bem móvel, uma coisa, uma mercadoria, um animal, utilizado na produção. Agora ele é integrado na humanidade, ocupando uma posição de raça inferior que faz dele uma humanidade à metade.
Essa negação da humanidade plena é acompanhada pela negação de "direitos humanos fundamentais" que em alguns países foi garantida pela legislação.
A declaração dos direitos humanos em 1789 já proclamava que " Todos os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos".
A busca de explicação remeteria, além do econômico, à questão de memória coletiva, da história, da cultura e da identidade dos alunos afro-descendentes apagadas no sistema educativo. Sua história, quando é no livro didático, é contada apenas do ponto de vista do "outro" e muitas vezes falsificada e apresentada numa ótica desumanizante. Como escreveu o historiador Joseph Kizerbo: "um povo sem história é como um indivíduo sem memória e um eterno errante". As conseqüências de tudo isso no aparelho psíquico dos indivíduos negros são incalculáveis. Infelizmente não há como medi-las por falta de ferramentas apropriadas.
O resgate dessa memória e dessa história é importante não apenas para os alunos de ascendência africana, mas também para os alunos de outras ascendências étnicas, porque elas também têm seus aparelhos psíquicos afetados pela educação adulterada pela classe dominante. Além disso, essa memória não pertence somente aos afro-descendentes, ela pertence também a todos tendo em vista que a cultura da qual todos se alimentam cotidianamente é resultado das contribuições de todos os segmentos étnicos e raciais, que por motivos históricos foram obrigados a conviver em condições de desigualdade nesse "encontro" das civilizações.
O Brasil foi o último país do mundo colonial a abolir a escravidão, em 1888, vinte anos depois dos Estados Unidos ( 1868 ) e quarenta anos depois da França ( 1848 ).
Apesar de a abolição ter reconhecido formalmente o estatuto juridico do cidadão negro, na prática os direitos humanos continuaram a ser-lhe negados até hoje.
nas estatísticas fornecidas pelo IBGE, mostram que até nas escolas mais pobres das periferias brasileiras e dentro da mesma classe social a situação do aluno negro e mestiço é pior de todas em matéria de evasão e repetência escolares.
A exclusão social de um modo geral caracteriza-se por afastar o indivíduo do meio social em que vive. Pode estar relacionada a vários fatores sejam eles, políticos econômicos, religiosos, entre outros.
O preconceito racial é uma forma de exclusão social bastante comum no mundo, porém, pode-se observar que o Brasil, apesar de ser um país com população em sua maioria negra ou afro descendente, o racismo é uma prática muito freqüente, o que nos leva a pensar em qual seria o verdadeiro motivo para tamanha discriminação.
Os antecedentes históricos mundiais podem ser considerados como prova de que o negro sempre foi discriminado em todos os aspectos, não tinham, por exemplo, direito à escola e até a lei do ventre livre ser decretada, não tinham direito nem sobre seus filhos, pois, esses na hora do nascimento eram considerados propriedades dos senhores, como eram chamados os homens de pele branca que tinham condições financeiras de manter sobre seu poder vários escravos e quanto maior a quantidade maior seria o seu prestígio na sociedade.
É fato real que no mercado de trabalho e na sociedade as pessoas de cor de pele negra são menos aceitas que pessoas de pele branca. É obvio que a cor da pele não julga a competência de ninguém, mas, infelizmente, o preconceito existe e deve ser combatido no Brasil, um país negro por natureza, que ainda não aceitou ou não conseguiu aceitar esta realidade.Está na constituição de 1988: todos são iguais perante a lei. Mas, apesar da determinação, a liberdade plena dos indivíduos, muitas vezes, não funciona na prática. É nesse contexto que surgem as ações afirmativas - políticas que tentam garantir a igualdade entre todos os brasileiros. Elas consideram as diferenças existentes e instituem medidas para reverter distorções sociais.
Cotas, um jeito errado de incluir
Não dá para entender como procedimento ético o estabelecimento de cotas para a educação e para o trabalho.Quando, porém, a Autoridade pretende resolver os problemas sociais simplesmente por decreto, estabelecendo vagas em concursos públicos para pessoas com certas características, está praticando a discriminação limitadora e a facilitação indevida. Neste caso, a Autoridade estará reforçando o preconceito contra as minorias. Ao invés de consagrar limites à participação das pessoas, a Lei deveria disponibilizar recursos para que todos tenham a mesma oportunidade de desenvolvimento.
Basta que cada cidadão seja tratado de acordo com suas capacidades e que se respeite a limitação de cada indivíduo. Este critério é suficiente para não humilhar as pessoas nem desmoralizar a filosofia da reabilitação, que supõe dignidade e cidadania.Por outro lado, se a classificação em concursos e vestibulares depende da competência intelectual, e se a inserção no mercado de trabalho depende de qualificação de recursos humanos, por que não se cuidar adequadamente desses aspectos ao invés de distribuir benefícios indevidos? O estabelecimento de cotas, perante os direitos sociais do cidadão, constitui, a nosso ver, grande desserviço à democracia, à cidadania, ao processo de inclusão social verdadeiramente saudável.
Acredito que todos têm a mesma capacidade intelectual de ingressar na universidade, porém a desigualdade vem da má distribuição de renda no País, que gera desigualdade e falta de oportunidades. É preciso que os negros sejam vistos e tratados como pessoas comuns e normais que são, e não como inferiores aos brancos. Esse é apenas o primeiro passo para à sociedade se tornar menos preconceituosa. E quando isso acontecer ( desejamos que isso aconteça um dia), os que se dizem brancos começarão a reivindicar seus ancestrais negros por enquanto rechaçados de sua memória e vice-versa, os negros também poderão reinvindicar seus ancestrais brancos.
Os Negros precisam de cotas na faculdade para conseguir ingressar?
Com base e apoio das pesquisas que fizemos colocamos nossos argumentos para justificar o que pensamos sobre as cotas para os negros.
Como qualquer um sabe, o sistema de cotas reserva vagas em universidades publicas para alunos de grupos historicamente prejudicados pois já vem de escolas publicas onde o ensino é deficiente, isto é, porque não é visto como prioridade pelos governantes. Ao nosso ver, dar cotas para fazer a inclusão social é uma “faca de dois gumes” porque o governante ao invés de elevar o nível do ensino das escolas publica DIMINUI O NIVEL DE EXIGÊNCIA NA ENTRADA para o ENSINO SUPERIOR.
Para nós, a cota étnica tenta tapar o "SOL com a PENEIRA" porque os problemas dos descasos com a educação pública é histórico.
Vejo também que, a cota foi uma forma de diminuir a exclusão que fizemos com os negros.
E os casos de alunos que passaram com medias altas e não se classificaram em detrimento das cotas. Sabemos que muitos entraram ate na justiça para provar seus méritos.
Somos mais pela nossa Constituição Cidadã de 5 de outubro 1988 que diz que somos todos iguais. Democracia aos negros já!!!!
Comments (1)
Anonymous said
at 4:27 pm on Nov 19, 2008
O texto poderia ter saido mais da cabeça de vocês!! Na verdade, ele é uma montagem de trechos dos textos já realizados. Quando se fala em argumentação, seria a que o grupo tem após o trabalho conjunto e cooperativo de construção. Isso não fica claro.
Bea
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